Bebidas alcoólicas e perda de minerais

Bebidas alcoólicas e perda de minerais

Por Em Análise de estudos, Nutrição & Saúde Em 15 de fevereiro de 2016


Bebida alcoolica

Desde a Antiguidade, o consumo de álcool é visto de forma positiva pela sociedade, pois está associado, principalmente, a festas, atuando como suporte às relações e às interações sociais. No entanto, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas é responsável por cerca de 3% de todas as mortes.

Beber um volume excessivo de álcool em um curto espaço de tempo (5 doses para homens e 4 doses para mulheres, em uma só ocasião) é uma prática conhecida como “binge drinking”, ou “beber em binge”. Beber nessas quantidades – ou acima delas -, pode levar a intoxicações associadas a uma série de malefícios à saúde.

De acordo com dados do I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, do total da população adulta brasileira, 28% já “beberam em binge” pelo menos uma vez (Figura 22).

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            Fonte: I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira,  Ministério da Saúde, 2007.

A doença hepática alcoólica (DHA) é causada pelo uso abusivo do álcool e pode apresentar-se em 3 formas diferentes: esteatose hepática (consumo maior do que 80g de etanol/dia), hepatite alcoólica aguda (consumo excessivo de álcool por 15 a 20 anos) e cirrose alcoólica (forma mais grave).

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Deficiência de minerais nas disfunções hepáticas

Deficiências de minerais são prevalentes nas disfunções hepáticas, sobretudo quando de origem alcoólica.  Entre as causas dessas deficiências, podemos destacar:

         – anormalidades nos processos metabólicos dos macronutrientes;

         – efeito negativo do etanol na ativação e na biodisponibilidade de micronutrientes;

         – ingestão dietética inadequada;

         – dietas muito restritivas e de baixa palatabilidade.

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Tabela 1. Deficiência de minerais na ocorrência de disfunções hepáticas

Minerais - Alterações metabólicas nas disfunções hepáticas
Ferro - Diminuição da ingestão- Aumento das perdas sanguíneas por hemorragias
Cálcio - Diminuição da ingestão e da absorção- Aumento da excreção urinária e fecal
Zinco - Diminuição da ingestão, absorção e armazenamento- Aumento da excreção urinária
Magnésio - Diminuição da ingestão- Aumento da excreção urinária e fecal
Selênio e Potássio - Diminuição da ingestão

Fonte: Cuppari, 2005

É muito importante manter uma ingestão adequada de nutrientes, para promover a saúde e o bem estar. Mas, na maioria das vezes, não é possível manter uma ingestão adequada de minerais somente por meio da alimentação e, nesses casos, recomenda-se a suplementação.

Por sua vez, para que um suplemento nutricional faça, realmente, efeito no organismo, é necessário que ele seja biodisponível, como os minerais aminoácidos quelatos Albion (saiba mais).

Lembre-se: exagerar na bebida pode trazer consequências graves à saúde e à integridade humana. Beba com moderação!

Dúvidas, elogios, reclamações ou sugestões? Entre em contato conosco :)

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Referências

CUPPARI, Lilian. Guia de nutrição: nutrição clínica do adulto. In: Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar. Manole, 2005.

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Sobre o Autor

Kilyos Minerals & Nutrition

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