Cálcio Citrato Malato, Magnésio e Vitamina D no tratamento da osteoporose

Cálcio Citrato Malato, Magnésio e Vitamina D no tratamento da osteoporose

Por Em Aplicação de produtos Em 2 de junho de 2014


A osteoporose é uma doença de instalação silenciosa, que está relacionada ao metabolismo ósseo, caracterizando-se pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas(1).  Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 200 milhões de pessoas sofrem de osteoropose em todo o mundo, sendo a prevalência maior entre as mulheres pós menopausa(2).

O cálcio é um dos minerais mais importantes na constituição óssea, mas apenas a sua suplementação como tratamento e prevenção da osteoporose não é suficiente, a vitamina D e o magnésio também são fundamentais(3).

O Cálcio Citrato Malato (CCM) é o resultado de uma reação entre o cálcio, ácido cítrico e ácido málico, que fornece 20% de cálcio elementar.  A presença de tais ácidos aumenta a biodisponibilidade do cálcio presente, além disso, o uso de CCM minimiza os efeitos indesejados no trato gastrointestinal resultante da ingestão de cálcio inorgânico tais como vômito, irritação gástrica, obstipação, diarréia e refluxo. Além disso, o CCM não interage com outros nutrientes e medicamentos, não aumenta o risco de formação de calculo renal, e não diminui a absorção de outros minerais, como zinco e magnésio.

Estudos realizados com suplementarão de CCM demonstraram uma melhor absorção desse quando comparado ao carbonato de cálcio(4), uma diminuição da perda da massa óssea em mulheres menopausadas(5), e redução do risco de ocorrência de fraturas em indivíduos suplementados por 36 meses(6).

A vitamina D atua de diversas maneiras na homeostase do cálcio. No intestino delgado a forma ativa da vitamina D estimula a síntese da calbidina, que é a proteína necessária para o transporte intracelular de cálcio, e altera a permeabilidade da membrana facilitando a absorção de cálcio. A forma ativa da vitamina D (1, 25(OH)2vitamina D) forma um complexo com seu receptor, e então no DNA ocorre transcrição de genes e a síntese de RNAm para várias proteínas relacionadas a construção óssea, como a osteocalcina e a fosfatase alcalina nos osteoblastos, e a calbidina nas células intestinais(1) .

 Cerca de 60% do magnésio total corporal se estoca no osso.  Quando há hipomagnesemia o magnésio da superfície do osso é mobilizado, diminuindo assim a rigidez óssea, além disso há diminuição da atividade dos osteoblastos e aumento da atividade osteoclástica. Os baixos níveis de magnésio extracelular inibem o crescimento dos osteoblastos, aumentando a liberação de óxido nítrico, e o numero de osteoclastos gerados pela medula óssea.  Além disso, a deficiência de magnésio afeta os dois maiores reguladores da homeostase do cálcio, o Paratormônio (PTH) e a forma ativa da vitamina D, levando a hipocalcemia e , portanto, a diminuição da formação óssea. A restrição de magnésio promove ainda estresse oxidativo, como consequência da inflamação e pela redução da defesa antioxidante. O aumento dos radicais livres aumenta potencialmente a atividade dos osteoclastos e diminui dos osteoblastos(7).

A suplementação desses três compostos é de extrema importância no tratamento e prevenção da osteoporose, já que atuam sinergicamente no metabolismo ósseo. Podemos destacar o uso do CCM, como fonte de cálcio altamente biodisponível.

REFERÊNCIAS

1. Castiglione S, et al. Magnesium and Osteoporosis: Current State of Knowledge and Future Research Directions. Nutrients V. 33, 3022-33, 2013.

2. OMS. WHO Scientific group on the assessement of osteoporosis at primary health care level, 2004. Disponivel em: http://www.who.int/chp/topics/Osteoporosis.pdf

3. Cozzolino, S. M. F. Biodisponibilidade de nutrientes. São Paulo: Manole, 2005.

4. Dawson- Hughes B, et. A controlled trial of the effect    of calcium supplementation on bone density in post-menopausal women. N Engl J Med, V. 323, N. 878, 1990.

5. Ashmead, H. D. Comparison of absorption of calcium carbonate and calcium citrate malate. Albion Advanced Nutrition. Research Report, Sep, 2007.

6. Dawson- Hughes B, et al. Effect of calcium and vitamin D supplementation on bone density in men and women 65 years of age or older. N Engl J Med; V. 337, N. 670, 1997.

7. Grudtner VS, et al. Aspectos da absorção do cálcio e vitamina D. Rev. Bra. de Reumatol; V.37 (3), 143-51, 1997

8. Castiglione S, et al. Magnesium and Osteoporosis: Current State of Knowledge and Future Research Directions. Nutrients V. 33, 3022-33, 2013.

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Sobre o Autor

Kilyos Minerals

4 Comentários

  • luciana maria 2 YEARS AGO

    Boa tarde! Gostaria de saber se o ccm pode ser ingerido pela minha sogra q tem 57 anos e esta com muitas dores nas articulações e as mesmas estao muito inchadas, pois ela ja foi p 2 reumatologistas e nao tem melhoras, as dores passam com antiflamatorios e a cada crise q ela vai tendo as dores estao aumentando. Muito grata

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    • Kilyos Minerals & Nutrition 2 YEARS AGO

      Olá, Luciana Maria! Agradecemos pelo seu interesse em nosso produto. No entanto, o cálcio citrato malato Albion é indicado para enfermidades relacionadas aos ossos, ou seja, não atende às articulações. A melhor opção, em casos como esse, é recorrer a um médico especialista no assunto. Uma alternativa seria buscar por suplementos vitamínicos e minerais, como o ARTROTABS, da nossa parceira Biolab, que utiliza em sua formulação alguns de nossos produtos, e é indicado para tratamentos de doenças articulares, bem como aliviar dores nas articulações. Esperamos ter ajudado! Equipe Kilyos

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  • Rute 2 YEARS AGO

    Bom dia Gostaria de saber se tem algum desconto, se vamos ter usar por resto da vida teria que ter. Como o de Pressão que tem a carteirinha de desconto. se tem por favor mim informe, Obrigada. Bom dia

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  • Ana 11 MONTHS AGO

    Olá. Gostaria de saber qual a fonte de cálcio citrato malato? Tem literatura deste material? Obrigada Ana

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