Efeito da suplementação de cálcio e vitamina D na densidade óssea de idosos

Efeito da suplementação de cálcio e vitamina D na densidade óssea de idosos

Por Em Análise de estudos Em 10 de fevereiro de 2015


O cálcio é um nutriente essencial em diversas funções biológicas, como contração muscular, coagulação sanguínea, transmissão do impulso nervoso ou sináptico e suporte estrutural do esqueleto.

A necessidade de cálcio varia conforme a faixa etária, sendo maior em períodos como a adolescência e pós-menopausa – no qual a absorção intestinal de cálcio diminui ou a taxa de reabsorção óssea aumenta. Segundo a Dietary Reference Intakes (DRI), a recomendação de cálcio é 1.300 mg/dia e 1.200 mg/dia nestes períodos, respectivamente.

A absorção de cálcio declina com a idade e é mais intensa após os 75 anos. Esta redução pode ser relacionada à deficiência de vitamina D, que tem participação importante na homeostase (equilíbrio) do cálcio, e sua deficiência afeta diretamente a absorção desse mineral.

A ingestão inadequada de vitamina D leva à redução da absorção de cálcio, aumento das concentrações séricas do hormônio paratormônio e perda óssea, aumentando o risco de fraturas, principalmente em indivíduos de meia-idade.

Estudo

Em 1997, pesquisadores do Cencanstockphoto14047059tro de Pesquisa sobre o Envelhecimento da Universidade de Tufts, nos EUA, avaliaram os efeitos da suplementação de vitamina D combinada com cálcio sobre a perda óssea e a incidência de fraturas não vertebrais em homens e mulheres de 65 anos de idade ou mais, que viviam na comunidade.

445 pessoas (199 homens e 246 mulheres) foram selecionados para participar da pesquisa. Após três anos, apenas 318 indivíduos completaram o estudo.

Os participantes foram divididos em 2 grupos. Os do grupo intervenção ingeriram comprimidos separados contendo 500 mg de cálcio na forma de cálcio citrato malato (CCM) Albion e 700 UI de colecalciferol (vitamina D), e os participantes do grupo controle consumiram comprimidos placebo.

A cada seis meses, durante três anos, foram feitas mensurações de densidade mineral óssea, ensaios bioquímicos e identificação de fraturas não-vertebrais. O consumo de cálcio e vitamina D foi estimado com base em um questionário de frequência alimentar.

Após os três anos de suplementação, foi observado um efeito positivo significativo na densidade mineral óssea e nos marcadores bioquímicos relacionados ao metabolismo ósseo em todos os sujeitos que ingeriram o suplemento (CCM + vitamina D), em comparação ao grupo placebo (sem cálcio e vitamina D).

A incidência acumulada de fraturas também foi menor no grupo intervenção (5,9%) do que no grupo placebo (12,9%).

incidência de fraturas

Figura 1. Incidência de fraturas segundo grupo de estudo.

A suplementação de cálcio citrato malato e vitamina D resultou na redução da perda óssea, demonstrando que esta pode reduzir substancialmente o risco de fraturas não vertebrais em indivíduos de 65 anos ou mais.

A efetividade nutricional do CCM Albion o torna a fonte ideal para suprir as necessidades de cálcio do organismo. Além disso, a absorção do CCM é quase duas vezes maior que a do cálcio proveniente do leite e de sais como carbonato, citrato e fosfato.

Referências

DAWSON-HUGHES, Bess et al. Effect of calcium and vitamin D supplementation on bone density in men and women 65 years of age or older. New England Journal of Medicine, 337, n. 10, p. 670-676, 1997.

PEREIRA, Giselle AP et al. Cálcio dietético–estratégias para otimizar o consumo. Rev Bras Reumatol, v. 49, n. 2, p. 164-80, 2009.

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