Introdução de alimentos em bebês

Introdução de alimentos em bebês

Por Em Nutrição & Saúde Em 1 de dezembro de 2014


Principalmente para as mamães de primeira viagem, é muito complicado e confuso quando chega a hora de começar a dar alimentos para o bebê. Por isso, reunimos as principais informações sobre como começar essa importante nova etapa.

Quando começar?Introdução de alimentos em bebês1

Até os 6 meses de idade, o consumo exclusivo do leite materno fornece todos os nutrientes necessários para garantir a saúde e o crescimento do bebê.

Mas, após esse período, há a necessidade de se introduzir outros alimentos para atender às necessidades nutricionais da criança.

Este período é denominado Alimentação Complementar e é muito importante, já que nele tem início uma nova fase do ciclo de vida, na qual são apresentados à criança novos sabores, cores, aromas e texturas.

Quais nutrientes devem ser fornecidos?

A alimentação complementar deve fornecer suficiente quantidade de água, energia, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, por meio de alimentos seguros, culturalmente aceitos, economicamente acessíveis e que sejam agradáveis à criança.

Como deve ser feita essa introdução?

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os alimentos devem ser oferecidos de forma gradativa. Quanto mais variada e colorida, mais nutritiva e estimulante será a alimentação da criança. Não é necessário utilizar grande variedade de alimentos na mesma refeição. A cada dia um alimento novo poderá compor o prato do bebê. A sugestão é que seja oferecido um de cada vez, com intervalos de três a sete dias, a fim de identificar possíveis reações alérgicas ao alimento.

A alimentação complementar adequada deve compreender alimentos ricos em energia e micronutrientes  (ferro, zinco, cálcio, vitamina A, vitamina C e folato), sem contaminação (isentos de micro-organismos patogênicos, toxinas ou produtos químicos prejudiciais), sem excesso de sal ou condimentos, em quantidades apropriadas.

Os alimentos verde-escuros (chicória, couve, brócolis, espinafre etc.), amarelo-alaranjados (cenoura, mamão, laranja, manga, abóbora etc.), carnes, fígado ou miúdos e feijões são muito importantes para prevenir deficiências nutricionais, como anemia por deficiência de ferro e deficiência de vitamina A. É aconselhável oferecer uma pequena quantidade de alimento rico em vitamina C (limão, laranja, acerola, goiaba, tomate etc.) para acompanhar o almoço e jantar, pois aumenta a absorção do ferro dos feijões e vegetais folhosos.

A consistência deve ser adaptada às suas necessidades e habilidades. Deve-se iniciar com alimentos semissólidos e macios (sob a forma de purês), podendo ser amassados, porém nunca liquidificados ou coados. Aos poucos podem evoluir para alimentos desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos, até que a criança possa comer o mesmo que a família, evitando-se alimentos que possam oferecer riscos de engasgos, como nozes, uvas, sementes, cenouras cruas e outros.

O que ocorre quando a alimentação complementar é feita de maneira incorreta?

A densidade de ferro recomendada nos alimentos complementares é de 4mg/100kcal, dos seis aos oito meses, de 2,4mg/100kcal, dos 9 aos 11 meses, e de 0,8mg/100kcal, dos 12 aos 24 meses. Essa quantidade pode ser atingida com uma alimentação variada, rica em produtos de origem animal, como as carnes e alimentos fortificados com ferro altamente biodisponível.

Refrigerantes, sucos industrializados, doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, biscoitos recheados, salgadinhos, enlatados, embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, presunto etc.), frituras, café, chá mate, chá preto ou mel não devem ser oferecidos à criança antes dos dois anos de vida, pois podem comprometer o crescimento e o desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e diabetes.

Conclusão

A oferta adequada de nutrientes é fundamental na prevenção da morbimortalidade na infância, incluindo desnutrição e sobrepeso. Além disso, nos primeiros anos de vida, a capacidade de utilizar efetivamente os nutrientes é limitada devido à imaturidade biológica. Portanto, a escolha adequada dos alimentos oferecidos durante a alimentação complementar irá garantir o suprimento necessário de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento do bebê.

Referências

DIAS, Mara Cláudia Azevedo Pinto; FREIRE, Lincoln Marcelo Silveira; FRANCESCHINI, Sylvia do Carmo Castro. Recomendações para alimentação complementar de crianças menores de dois anos; Recommendations for the complementary feeding of children under age two years. nutr, v. 23, n. 3, p. 475-486, 2010.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009.112 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 23)

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Sobre o Autor

Kilyos Minerals & Nutrition

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