O que são aminoácidos?

O que são aminoácidos?

Por Em Nutrição & Saúde Em 16 de março de 2015


Os minerais aminoácidos quelatos Albion são ligados a uma ou mais moléculas de aminoácidos, que “protegem” o mineral na hora da absorção pelo organismo. Entenda melhor o que são aminoácidos, quais seus tipos e funções! 

O que são aminoácidos?

Os aminoácidos são moléculas que possuem um carbono com quatro ligantes diferentes, os quais são: uma carboxila (-COOH), uma amina (-NH2), um hidrogênio e uma cadeia lateral específica para cada aminoácido. São as unidades básicas da composição de uma proteína e são classificados segundo a capacidade do organismo de sintetizá-los.

Os aminoácidos não essenciais são aqueles que o organismo humano consegue sintetizar a partir dos alimentos ingeridos. Já os essenciais são aqueles que o organismo humano não consegue sintetizar, por isso devem ser consumidos por meio de alimentos ou de suplementos.

Existem, ainda, os condicionalmente essenciais, que, apesar de serem produzidos pelo corpo, não se apresentam em quantidade suficiente em determinadas condições fisiopatológicas, como prematuridade, estresse catabólico severo e disfunção metabólica intestinal. Como exemplo de aminoácidos condicionalmente essenciais, citamos a glutamina, cuja concentração pode se tornar reduzida em situações de elevado catabolismo muscular, que ocorrem, por exemplo, após exercícios físicos intensos e prolongados, diminuindo a resistência das células a lesões.

Função

Os aminoácidos são precursores de muitos tipos de moléculas com papel biológico.

A glicina, por exemplo, é precursora de produtos com funções importantes em nosso corpo, como a creatina (função muscular), o grupo heme (função de transporte de oxigênio e fosforilação oxidativa), a glutationa (reações antioxidantes de proteção) e os ácidos biliares (função de digestão e absorção de gorduras). Em casos de maiores necessidades desses compostos, maiores quantidades de glicina são requeridas. Além disso, a sua suplementação também é indicada durante o estado catabólico, pois os enterócitos e as células do tecido linfoide usam esse aminoácido como substrato energético.

A glutationa, cuja função é proteger os globos vermelhos de danos oxidativos, é derivada do glutamato.

Entre os aminoácidos essenciais, existem três – leucina, isoleucina e valina – que apresentam estrutura em forma de cadeia ramificada e, por isso, são chamados aminoácidos de cadeia ramificada (ACR) ou BCAAs (Branched Chain Aminoacids). Os ACR apresentam potenciais efeitos terapêuticos, uma vez que podem:

  • diminuir a perda de massa magra durante processos de emagrecimento;
  • favorecer o processo de cicatrização;
  • melhorar o balanço proteico muscular em idosos;
  • propiciar efeitos benéficos no tratamento de doenças hepáticas e renais.

Diferentes fontes de proteína variam muito na sua composição química e no seu valor nutritivo.  A falta ou a menor concentração de apenas um dos aminoácidos essenciais faz com que o aproveitamento de toda a proteína da dieta seja limitado por esse aminoácido, chamado de aminoácido limitante. Portanto, deve–se atentar para a qualidade da proteína consumida e, quando necessário, utilizar suplementos para garantir o consumo dos aminoácidos essenciais necessários para a manutenção das funções biológicas.

Referências

SILVA A.C. et al. Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes: Proteína. Força-tarefa Alimentos Fortificados e Suplementos Comitê de Nutrição, ILSI Brasil, Agosto 2012.

HARVEYRA, Ferrier, DR. Bioquímica Ilustrada. 5a Ed. Artmed, 2012,

ROGERO, M.M.; TIRAPEGUI, J. Aspectos atuais sobre aminoácidos de cadeia ramificada e exercício físico. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, v. 44, n. 4, 2008.

GUALANO, Bruno et al. Efeitos da suplementação de creatina sobre força e hipertrofia muscular: atualizações:[revisão]. Rev. bras. med. esporte, v. 16, n. 3, p. 219-223, 2010.

FIGUEREIDO, J.A. et al. Efeito da suplementação nutricional com glicina e glutamina, por via oral, na cicatrização colônica em coelhos. Rev. Col. Bras. Cir, v. 36, n. 2, p. 148-151, 2009.

 

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