Suplementação oral de magnésio bisglicinato quelato em crianças asmáticas

Suplementação oral de magnésio bisglicinato quelato em crianças asmáticas

Por Em Análise de estudos Em 30 de outubro de 2014


canstockphoto9729041A asma é a doença inflamatória crônica do trato respiratório mais comum na infância e adolescência, e apresenta alta morbi-mortalidade em todo o mundo, sendo importante questão de saúde pública. O Brasil apresenta um dos níveis mais altos de prevalência da asma no mundo, com valores médios de 20%, variáveis entre as regiões.

Um estudo de intervenção realizado por Dr. Clésio Gontijo-Amaral, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UNICAMP, e colaboradores, verificou o papel do magnésio no controle dos sintomas da asma em crianças e adolescentes com a doença persistente moderada tratada com fluticasona.

O estudo foi realizado com 37 pacientes com idade entre 7 e 19 anos, durante 2 meses. Os participantes foram divididos em 2 grupos: o que recebeu suplementação de magnésio bisglicinato quelato Albion (300 mg/ dia, MG, n=18) e o grupo placebo-controle, que recebeu glicina (PC, n= 19).

Após os dois meses de suplementação, observou-se uma diminuição da reatividade bronquial à metacolina, que pode ser explicada pela capacidade do magnésio (Mg) de bloquear receptores muscarínicos ou pela diminuição da capacidade de reconhecer antígenos, além de uma modulação da fase inicial de reação alérgica e, portanto, diminuição da reatividade da pele, porque o Mg inibe a ativação dos mastócitos.

Os autores concordam ainda que os benefícios da suplementação de Mg nos pacientes com asma se devem também à capacidade desse mineral de promover o relaxamento dos brônquios. Isso ocorre porque o magnésio bloqueia os canais de cálcio, ativa as bombas de sódio e cálcio, inibe a interação deste com a miosina, diminuindo, assim, a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático.

O estudo demonstrou que a suplementação de magnésio bisglicinato quelato Albion melhora o controle dos sintomas em crianças e adolescentes com asma persistente e, portanto, sua utilização é a mais adequada em casos como esse.

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