Zinco glicinato x Zinco gluconato: Eficácia de absorção

Zinco glicinato x Zinco gluconato: Eficácia de absorção

Por Em Nutrição & Saúde, Sem categoria Em 7 de dezembro de 2017


A deficiência de zinco (Zn) pode ocorrer por vários motivos, como alimentação inadequada, aumento das necessidades devido a doenças, problemas de absorção, entre outros. Entretanto essa deficiência pode ser superada com o uso temporário de um suplemento de Zn.

Mesmo na ausência de deficiências, suplementos de Zn podem servir para outros propósitos, pois possui ação anti-inflamatória em determinadas situações, promove aumento do número de espermas em homens inférteis e pode ser usado no tratamento de déficit de atenção/hiperatividade em crianças. Por outro lado, embora cada um desses efeitos seja considerado desejável, a suplementação de Zn com doses moderadamente altas tem sido apontada como a causadora de um grau de deficiência de cobre, o que pode ser verificado por meio da avaliação da enzima superóxido dismutase.

Uma pergunta que surge sobre a suplementação desse mineral é a seguinte: qual forma de Zn deve ser empregada?

O sulfato de Zn era, frequentemente, usado em suplementos, mas esse uso diminuiu nos últimos anos. Uma das razões para essa diminuição é o fato de que o sulfato de Zn pode produzir irritação no trato gastrointestinal. Somado a esse fato, alguns consumidores passaram a optar pelos complexos minerais orgânicos em lugar das  formas inorgânicas.

Assim, suplementos de Zn orgânicos, como o gluconato de Zn, passaram a ser usados comumente. No entanto, essa forma não foi tão amplamente avaliada quanto outros complexos orgânicos de Zn, como o glicinato de Zn, que tem resultados positivos comprovados em uma série de pesquisas.

Com esse objetivo, os autores Disilvestro, Koch e Rakes avaliaram trinta mulheres de 18 a 24 anos. Elas foram divididas em três grupos aleatoriamente (n = 10 cada): placebo de maltodextrina; 60 mg de zinco por dia, na forma gluconato; e a mesma quantidade de zinco na forma glicinato. Essas mulheres tiveram seu sangue coletado antes e após seis semanas de suplementação para análise do zinco plasmático e da enzima superóxido dismutase.

Como resultado, foi observado que a suplementação com zinco glicinato aumentou o zinco no plasma (Figura 1), o que não aconteceu com os grupos placebo e zinco gluconato. Nenhum dos tratamentos produziu alterações na atividade do superóxido dismutase dos eritrócitos, indicando que não houve comprometimento no metabolismo de cobre.

 

Grafico zinco

Figura 1 - Mudanças no zinco plasmático (µg/mL), de acordo com o grupo (placebo, zinco gluconato ou zinco glicinato).

 

Em resumo, nas condições do estudo avaliado, uma dose moderadamente alta de Zn glicinato foi capaz de aumentar o Zn plasmático sem afetar um indicador do estado do cobre, situação que não se repetiu com o Zn gluconato, o qual não produziu alteração em  nenhum dos dois parâmetros avaliados.

 

Referência Bibliográfica

DISILVESTRO, R. A.; KOCH, E.; RAKES, L. Moderately high dose zinc gluconate or zinc glycinate: effects on plasma zinc and erythrocyte superoxide dismutase activities in young adult women. Biological Trace Element Research, v. 168, n. 1, p. 11-4, 2015.

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Sobre o Autor

Kilyos Nutrition

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