Atualmente, de acordo com a estimativa realizada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, há 7 milhões de veganos no Brasil, que não utilizam de itens derivados da exploração animal. Com isso, produtos e campanhas lançadas nos últimos dois anos, mostram o quanto a indústria farmacêutica despertou para lançar e desenvolver linhas especialmente para esse público. 
 

Dentro dessas expectativas, podemos citar, o ômega-3 vegetal. Ele tem uma previsão de venda de aproximadamente US$ 590 milhões, de acordo com um relatório recente da Transparency Market Research, e estima-se que suas vendas atinjam quase US$ 1,3 bilhão até 2029. Além desse nicho, alguns consumidores optam por esses suplementos, para evitar a possível contaminação por metais pesados.    
 

Já o mercado de proteínas vegetais, estimado em US$ 18,5 bilhões em 2019, deverá crescer a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 14,0% de 2019 a 2025, para chegar a US$ 40,6 bilhões até 2025, de acordo com pesquisa da Markets and Markets. Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE, em 2018, mais da metade dos brasileiros (55%) consumiriam mais produtos veganos caso eles estivessem mais bem sinalizados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço que a versão não vegana (60%).
 

Contudo, o mercado de proteínas vegetais no Brasil, é incipiente se comparado com países como os EUA ou a Alemanha.  Até poucos anos atrás, os substitutos vegetarianos no Brasil eram sinônimos de proteína texturizada de soja, mesmo não sendo a mais utilizada para a alimentação humana. 
 

Com base na matéria-prima, o mercado de suplementos de proteína à base de plantas é segmentado em soja, espirulina, semente de abóbora, cânhamo, arroz, ervilha e outros. O segmento de soja representou 66,2% da participação total de mercado em termos de receita, em 2017. E os suplementos de proteína de soja, são os que oferecem um pacote completo com todos os nove aminoácidos essenciais. 
 

A Instrução Normativa 28 de 2018 estabelece uma lista positiva de proteínas vegetais que são permitidas em suplementos no país. Dentre elas encontram-se a soja, arroz, trigo, espirulina e levedura. Ficou de fora, por exemplo, a proteína de ervilha, considerada uma proteína completa. A expectativa, a nível mundial, era que ela correspondesse a 20,3% do mercado de proteínas alternativas até ao final de 2025, devido à sua crescente popularidade entre a população vegetariana e vegana. 
 

Em suma, o mercado de suplementos veganos abre as portas para grandes oportunidades, revelando-se ser uma tendência a ser explorada, principalmente pelo aumento de adeptos no Brasil e no mundo. Investimento em pesquisa e tecnologia no desenvolvimento de produtos de qualidade pode ser a grande sacada para o alcance de lucros significativos.

 

 

Referencias Bibliográficas

Grand View Research. Plant Based Protein Supplements Market Size, Share & Trends Analysis Report By Product (Protein Powder, Protein Bar), By Raw Material, By Distribution Channel, By Application, And Segment Forecasts, 2019 – 2025

Sociedade Brasileira Vegetariana (SBV). Guia Alimentar de Dietas Vegetarianas para adultos. 2012

The Good Food Institute. Market Report Brazil. 2019 Transparency Market Research. Omega 3 ingredients Market. Global Industry Analysis, Size, Share, Growth, Trends, and Forecast 2019 – 2027

The Institute of Food Technologists. Plant-based protein demand on the rise

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