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O consumo de vegetais é uma constante na recomendação dos profissionais de saúde para manter um estilo de vida saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica o consumo de 5 porções diárias, totalizando 400g. No Brasil, em 2018, apenas 7,8% das pessoas atingiram essa recomendação. Entretanto, o que se observa hoje, é o crescimento do número de pessoas que não apenas alegam querer consumir mais alimentos de origem vegetal, mas, também, diminuir ou excluir o consumo de alimentos de origem animal.

De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SBV), 14% da população brasileira se declarou vegetariana em 2018 porém, há diferentes tipos de vegetarianismos, desde aquelas pessoas que não consomem nenhum produto de origem animal (vegetariano estrito), aqueles que consomem ovos (ovovegetariano), aqueles que consomem lácteos (lactovegetarianos) e aqueles que consomem ovos e lácteos (ovolactovegetariano).  Além disso, vê-se emergir um novo grupo de pessoas, os chamados flexetarianos. Essas pessoas não excluem completamente a carne de seus cardápios, mas diminuem drasticamente a sua ingestão. Eles reconhecem que a carne é uma importante fonte de proteínas, gorduras e micronutrientes, mas também levam em consideração questões éticas, como melhorar o bem-estar animal. Outro ponto considerado, é o da sustentabilidade. Uma vez que a indústria da carne é associada para esses consumidores, há um impacto negativo no planeta.

Estimativas globais mostram que cerca de um quinto da população está tentando diminuir o consumo de carne. No Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo The Good Food Institute, esse valor chega a 29%. Campanhas, como a Segunda Sem Carne, iniciada em 2009 pela SBV, já atingem 100 municípios no Brasil, país em que ela possui o maior impacto.

As razões que levam a redução do consumo de carnes são variáveis. A pesquisa realizada pela Galunion (2010), com 337 pessoas, mostrou os principais motivos para as pessoas diminuírem ou pararem de comer carne: 58% apontava questões de defesa aos animais, 27% por questões de saúde e 19% por questões ambientais. Nesse sentido, a indústria tem se movimentado para trazer opções para esse novo perfil de consumidor, que está interessado em novidades e abertos a inserir produtos à base de vegetais em suas dietas. A estimativa é que, mundialmente, o mercado de substitutos de carne atinja a marca de 23 bilhões de dólares em 2023. Hoje, o consumidor brasileiro já é capaz de achar essas opções no mercado, sendo disponíveis por startups e grandes indústrias, com aspecto de carne real, que inclusive estão disponíveis em diferentes lanchonetes e restaurantes

Bebidas vegetais, voltam a representar uma oportunidade para a indústria. Após queda em 2012, com o desenvolvimento de novas opções de bebidas, além da de soja, a previsão é que o mercado de substituto ao leite volte a crescer a partir de 2021. Hoje já temos bebidas à base de coco, aveia, amêndoas, amendoim entre outras.

Com uma população buscando diminuir o consumo de produtos animais, por diferentes motivos, as portas estão abertas para diversos segmentos inovarem e conseguirem entregar alternativas vegetais para esse consumidor, que está cada vez se importando com a origem de seu produto, sabor e praticidade.


Referências Bibliográficas
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2018: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico : estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2018 / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
Derbyshire EJ. Flexitarian Diets and Health: A Review of the Evidence-Based Literature. Front Nutr. 2017;3:55. Published 2017 Jan 6. doi:10.3389/fnut.2016.00055
Euromonitor. Market sizes- Milk alternatives. 2019             
Euromonitor. The Future of Meat. Agosto 2019.
Galunion, Equilibrium. Estudo Vegetariano. 2017
Rocha JP, Laster J, Parag B, Shah NU. Multiple Health Benefits and Minimal Risks Associated with Vegetarian Diets. Curr Nutr Rep. 2019 Nov 8. doi: 10.1007/s13668-019-00298-w.
Sociedade Brasileira Vegetariana (SBV). Guia Alimentar de Dietas Vegetarianas para adultos. 2012
Sociedade Brasileira Vegetariana (SBV). Impacto da Campanha Segunda sem carne o Brasil.2017
The Good Food Institute. Market Report Brazil. 2019
 
           

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