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A Kilyos Nutrition publicou um artigo de revisão na revista International Journal of Molecular Medicine intitulado Antioxidant and anti-inflammatory mechanisms of astaxanthin in cardiovascular diseases. A revisão, de caráter narrativo, descreve os mecanismos moleculares e celulares relacionados às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da astaxantina e seu papel na prevenção e/ou no tratamento adjuvante de doenças cardiovasculares (CVD).

Atualmente, as CVDs são consideradas as principais causas de mortalidade e estão relacionadas com distúrbios metabólicos como a obesidade, a dislipidemia e a disfunção do metabolismo de glicose. De acordo com dados levantados pelos autores, a astaxantina é um carotenoide com ação antioxidante potente que atua tanto no estresse oxidativo quanto no processo inflamatório – eventos inter-relacionados e iniciais das CVDs –, o que a torna um nutracêutico essencial para a prevenção e/ou o tratamento adjuvante dessas enfermidades.

O artigo de revisão aponta que o papel da astaxantina pode ser dividido em cinco principais mecanismos de ação, segundo as evidências clínicas. São eles: ação antioxidante, ação anti-inflamatória, modulação do metabolismo de lipídeo e de glicose e atuação na reologia do sangue. “Apesar de não existir uma separação clara entre esses mecanismos, a distinção é importante para a melhor compreensão da complexidade de atuação desse potente antioxidante”, diz José João Name MD PhD, especialista em nutrição humana, diretor médico da Kilyos Nutrition e autor do estudo. Além disso, tomando por base as principais evidências pré-clínicas e clínicas da ação antioxidante e anti-inflamatória da astaxantina nas CVDs, verifica-se que esse carotenoide atua em várias etapas da formação das células espumosas, evitando o desenvolvimento das placas ateroscleróticas e, por conseguinte, a interrupção do fluxo sanguíneo.

Pensando no consumo diário de astaxantina, o pesquisador ressalta: “a astaxantina pode ser encontrada em frutos do mar e, por isso, pode ser consumida por meio da dieta, porém as doses diárias obtidas por esse meio não atingem aquelas verificadas nos estudos clínicos que tiveram um efeito cardioprotetor. Tendo isso em vista, a suplementação, em alguns casos, pode ser a melhor alternativa”. 

“Paralelamente, a pandemia de COVID-19 emergiu a necessidade de investigação de nutracêuticos que podem atuar na prevenção das CVDs, como a astaxantina, visto que os indivíduos que apresentam comorbidades cardiovasculares correspondem ao grupo de risco com maior vulnerabilidade à infecção e com maior tendência aos prognósticos clínicos mais severos da doença” conclui Dr. Name.

Published online: https://www.spandidos-publications.com/10.3892/ijmm.2020.4783   

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