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A astaxantina é um carotenoide produzido por algas e encontrado no pigmento vermelho-alaranjado de muitos animais aquáticos, como salmão, truta, camarão e lagosta. Este carotenoide apresenta fortes propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, cardioprotetoras e antitumorais. Estudos clínicos também comprovaram que a suplementação com astaxantina resulta em uma importante melhora na imunidade.

Para auxiliar na defesa contra microorganismos patogênicos inalados ou ingeridos, incluindo vírus e bactérias, as membranas mucosas que revestem os tratos gastrointestinal e respiratório secretam anticorpos, principalmente da classe da imunoglobulina A (IgA). A IgA presente na saliva se liga aos patógenos e os impede de acessar e entrar nas células epiteliais que revestem a cavidade bucal. Os níveis de IgA são reduzidos por fatores como a idade, deficiências nutricionais e pelo estresse físico e mental. Assim, sob certas condições adversas, como durante o estresse crônico, os níveis de IgA podem cair e aumentar a suscetibilidade a patógenos.

A astaxantina pode melhorar os níveis de IgA e a imunidade, compensando o estresse causado pelo exercício físico intenso, conforme demonstrado por um estudo clínico com 40 jogadores de futebol com idades entre 17 e 19 anos.  Os jogadores foram suplementados com 4 miligramas de astaxantina (Astareal®, 21 indivíduos) ou placebo (19 indivíduos). Ao longo dos 90 dias de estudo, os jogadores participaram de 5 a 7 sessões de treinamento por semana que incluíram treino de força, resistência, cardio e flexibilidade.

Os atletas foram avaliados em relação a secreção de IgA salivar, bem como os níveis de estresse oxidativo (expresso como “equilíbrio antioxidante”) que pode impactar negativamente a função imunológica por danificar as células imunes. Também foi medida uma proteína inflamatória chamada “proteína C reativa de alta sensibilidade”, utilizada como um marcador clínico de inflamação que é associado com o aumento do risco de doenças cardiovasculares.

O estudo mostrou que a astaxantina aumentou em 27,6% a secreção de IgA salivar nos atletas em treinamento em comparação ao placebo. Além disso, o carotenoide diminuiu em 54,8% os níveis de proteína C reativa e melhorou o equilíbrio antioxidante, que foi 12,5% mais alto após a suplementação. Os pesquisadores concluíram que a suplementação com astaxantina melhorou a imunidade da mucosa, que funciona como uma primeira linha de defesa contra patógenos inalados e ingeridos, bem como reduziu o estresse oxidativo, a inflamação e o dano muscular induzidos pelo treinamento físico rigoroso.

Da mesma forma, os efeitos positivos da astaxantina na imunidade foram confirmados por um segundo estudo clínico randomizado com 42 mulheres jovens e saudáveis suplementadas com placebo ou doses de 2 ou 8 miligramas por dia do carotenoide.

Após oito semanas de tratamento, a astaxantina melhorou as respostas imunes das participantes, constatado pelo aumento da atividade citotóxica das células Natural Killer, que servem como um sistema de vigilância imunológica contra células infectadas por vírus e células tumorais. A astaxantina também aumentou a proliferação de células imunes (linfócitos T e B) e a produção de citocinas inflamatórias (IFN-γ e IL-6), que são essenciais para combater as infecções por patógenos. Por fim, o carotenoide reduziu significativamente os níveis plasmáticos do marcador inflamatório proteína C reativa e de um marcador de dano oxidativo ao DNA, o 8-OHdG.

De maneira geral, os estudos clínicos apontam que a astaxantina é um antioxidante poderoso, seguro e biodisponível e sua suplementação pode dar suporte a uma melhor defesa imunológica, por mecanismos que incluem o aumento dos níveis do anticorpo IgA e da proliferação e função das células imunes.
 


Referências
Baralic I (2015). Effect of Astaxanthin Supplementation on Salivary IgA, Oxidative Stress, and Inflammation in Young Soccer Players. Evid Based Complement Alternat Med., 783761.
Park JS (2010). Astaxanthin decreased oxidative stress and inflammation and enhanced immune response in humans. Nutrition & Metabolism, 7:18.
I. D. Miletic ID et al. (1996). Salivary IgA secretion rate in young and elderly persons. Physiology & Behavior, 60(1):243–248.
Matos-Gomes N et al. (2010). Psychological stress and its influence on salivary flow rate, total protein concentration and IgA, IgG and IgM titers. NeuroImmunoModulation, 17(6): 396–404.
Ridker PM (2001). Role of inflammatory biomarkers in prediction of coronary heart disease. The Lancet, 358(9286):946–948.

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