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O ferro é um mineral essencial na manutenção de muitas funções do organismo, incluindo a produção de hemoglobina, a molécula que transporta oxigênio no sangue. A deficiência de ferro no organismo pode resultar em anemia ferropriva, o distúrbio nutricional mais comum e disseminado no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre as opções atuais de tratamento da anemia ferropriva, a suplementação com sulfato ferroso é uma das práticas clínicas mais comuns. Entretanto, esse composto tem a desvantagem de causar uma alta incidência de efeitos adversos gastrointestinais, como desconforto abdominal, vômito e diarreia ou constipação, o que pode fazer com que o paciente abandone o tratamento antes da correção da anemia.

O ferro bisglicinato quelato é um composto de ferro que apresenta maior tolerabilidade e causa menor incidência de efeitos adversos em comparação aos sais de ferro, como o sulfato ferroso. Ele é composto por duas moléculas do aminoácido glicina ligadas ao íon ferroso (Fe2+) por meio de ligações covalentes.

Diversos estudos demonstraram uma maior eficácia e absorção do ferro bisglicinato quelato em comparação com o sulfato ferroso, como descrito adiante.

Maior eficácia do ferro bisglicinato quelato
Um estudo comparou a eficácia do sulfato ferroso com o ferro bisglicinato quelato no tratamento da anemia ferropriva em 136 crianças. Após 12 semanas de tratamento, o aumento médio da hemoglobina no sangue foi de 1,8 g/dL no grupo sulfato ferroso, em comparação com 2,5 g/dL no grupo ferro quelato, demonstrando a superioridade do ferro quelato na melhora dos níveis de hemoglobina.

Estudos indicam ainda uma outra grande vantagem do ferro bisglicinato quelato: este composto pode ser administrado em dose mais baixa do que o sulfato ferroso e ainda assim apresentar eficácia igual ou até mesmo superior a este último.

Um estudo com 80 gestantes dinamarquesas comparou o ferro bisglicinato quelato (25 mg por dia) com o sulfato ferroso (50 mg por dia) na prevenção de deficiência de ferro. Como resultado, o ferro bisglicinato quelato, mesmo na metade da dose, foi tão eficaz quanto o sulfato ferroso em prevenir a anemia nas gestantes, além de ter resultado em frequência significativamente menor de queixas gastrointestinais.

Outro estudo avaliou a eficácia do ferro bisglicinato quelato (dose de 0,75 mg/kg por dia) e sulfato ferroso (3 mg/kg por dia) na prevenção e tratamento da anemia em 300 bebês prematuros. Os autores concluíram que, devido à maior biodisponibilidade do ferro quelato, a sua administração em dose 4 vezes menor resultou em uma eficácia equivalente ao sulfato ferroso.

Maior absorção do ferro bisglicinato quelato
Um estudo indicou que o ferro bisglicinato quelato era consistentemente 5,3 vezes mais absorvido no intestino do que o sulfato ferroso. Os resultados indicaram que o ferro quelato entra nas células da mucosa intestinal ligado às moléculas de glicina, o que reforça a importância da estrutura do composto na sua absorção.

Um estudo com células epiteliais do intestino incubadas com várias concentrações de sulfato ferroso e ferro bisglicinato quelato por diferentes períodos verificou que somente o ferro quelato aumentou os níveis de transportadores relacionados à absorção de ferro, como o transportador de metal divalente (DMT1), o que foi associado à absorção mais efetiva deste composto.

Maior aumento dos estoques de ferro pelo ferro bisglicinato quelato
A ferritina é uma proteína com função de armazenar o ferro, constituindo uma reserva rapidamente mobilizável quando o organismo necessita deste mineral. A dosagem de ferritina no sangue reflete diretamente o nível de ferro estocado no organismo, sendo, juntamente com a dosagem de hemoglobina, os parâmetros mais importantes para o diagnóstico da anemia ferropriva.

Estudos indicam que o ferro bisglicinato quelato é mais eficaz do que o sulfato ferroso em promover um aumento sustentado dos níveis de ferritina.

Em um desses estudos, 40 crianças anêmicas de 6 meses a 3 anos de idade receberam diariamente ácido fólico e ferro (dose de 5 mg por kg de peso corporal) como ferro bisglicinato quelato ou sulfato ferroso. Após 28 dias, apesar das concentrações de hemoglobina terem aumentado nos dois grupos, apenas o grupo suplementado com ferro quelato apresentou níveis aumentados de ferritina.

Em outro estudo com 200 crianças entre 5 e 13 anos de idade, foi visto que a suplementação de ferro bisglicinato quelato resultou em um aumento mais sustentado da ferritina em comparação ao sulfato ferroso. Apesar de ambas as fontes de ferro terem resultado em um aumento na ferritina após 90 dias de suplementação, esse aumento foi significativamente maior nas crianças suplementadas com ferro quelato após 6 meses.

Conclusão
De maneira geral, diversos estudos indicaram que a suplementação com ferro bisglicinato quelato é superior ao sulfato ferroso na correção da anemia e aumento das reservas de ferro do organismo, além de causar menor incidência de efeitos colaterais que poderiam reduzir a adesão do paciente ao tratamento.

Portanto, esses estudos ressaltam a importância de escolher fontes comprovadamente biodisponíveis e seguras de ferro no tratamento da anemia, como o ferro bisglicinato quelato Albion (Ferrochel®).
 

Produzido por: Andrea Rodrigues Vasconcelos, PhD.
 

Referências
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