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Globalmente, uma a cada três pessoas está ansiosa pela chegada da terceira idade. O Brasil, por sua vez, está um pouco acima da média global, com 37% da população com esse sentimento. É o que demonstra o estudo exclusivo da Ipsos, que foi realizado em parceria com o Center for Aging Better, do Reino Unido. Nesse levantamento, realizado no segundo semestre de 2018 e publicado em fevereiro de 2019, foram entrevistadas 20.788 pessoas em 30 países, incluindo 1.000 brasileiros com idade entre 16 e 64 anos.


De fato, o mundo está envelhecendo e enxerga essa mudança de maneira negativa, já que metade da população global está apreensiva com a velhice, sendo o Brasil líder do ranking com 72% da população se declarando preocupada.


Pessoas no mundo todo reconhecem que há pontos positivos ligados ao envelhecimento, como ter mais tempo para ficar com amigos e familiares, hobbies, lazer, férias e viagens, além da possibilidade de se aposentar. Já as desvantagens são em relação à renda, sendo que três em cada dez pessoas se preocupam em não ter recursos suficientes para viver bem na velhice e um quarto dos entrevistados estão apreensivos em relação à perda da mobilidade e da memória. Mesmo assim, a maioria da população espera estar em forma e saudável nesse período da vida, sendo os brasileiros um dos grupos mais otimistas em relação à saúde com o avançar da idade.


Dois terços dos entrevistados acreditam que é possível que as pessoas se preparem para que sejam mais saudáveis e capazes de lidar com a velhice. Os mexicanos e colombianos são os que mais acreditam nessa possibilidade, com 83% e 80% da população, respectivamente, seguidos pelo Brasil, que aparece empatado com a China, com 79% da população.


De forma geral, a população tem uma ideia clara do que é preciso fazer para se preparar para o futuro: permanecer saudável, exercitar-se regularmente e manter uma dieta adequada.


No entanto, há uma lacuna entre o que é necessário fazer para se preparar para a velhice e o que estão efetivamente fazendo. Quando questionados sobre quais atitudes estão tomando para se preparar para essa fase, as respostas mais comuns em todo o mundo são evitar o cigarro, ter uma dieta saudável e evitar consumo excessivo de álcool, porém a porcentagem da população que adota essas medidas é significativamente pequena, possivelmente por encontrar dificuldades para incorporar tais mudanças no comportamento.


Com o envelhecer da população, é natural que sejam maiores os números de casos de doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, entre outras. Além disso, há certa apreensão e vontade da população em se preparar para a velhice. Porém, na maioria das vezes, dificuldades são encontradas na adoção de um estilo de vida que seja adequado e possa trazer benefícios na idade avançada. Dessa maneira, o uso de produtos que tragam benefícios para esta fase da vida, que representa uma preocupação para os brasileiros, tende a ser um ramo muito promissor.
 


Referência:
The perennials – the future of ageing – Ipsos Mori, 2019.

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