+55 11 2925 6035

imagem da noticia
Até o presente momento, foram reportadas mais de 3.167.000 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (COVID-19), sendo que, destas, mais de 219 mil tiveram suas vidas perdidas. Nesse cenário, os cuidados na prevenção da contaminação pelo vírus precisam ser reforçados, assim como a ingestão adequada de nutrientes que dão suporte ao funcionamento do sistema imunológico.

O nosso elaborado sistema de defesa imunológica é composto por três pilares de proteção para combater agentes causadores de doenças (patógenos): as barreiras físicas e bioquímicas, as células imunológicas especializadas e os anticorpos.

Em resumo, a defesa inicial contra patógenos é feita pelo sistema imunológico inato. Barreiras físicas, como a pele e membranas mucosas, ajudam a impedir a entrada de patógenos no organismo. Se os patógenos conseguirem transpassar essas barreiras, os mecanismos bioquímicos do organismo os identificam rapidamente para sua eliminação através de inúmeras células imunológicas. Além disso, os patógenos podem ativar o sistema imunológico adaptativo, que age mais lentamente e envolve a produção de anticorpos por células especializadas.

O consumo de quantidades adequadas de nutrientes específicos é essencial para garantir o bom funcionamento dos pilares de defesa do sistema imunológico contra a invasão de patógenos no organismo. No entanto, certas populações, incluindo os idosos, têm uma ingestão inadequada de micronutrientes na dieta. As deficiências nutricionais são muito comuns, e mesmo a deficiência marginal pode prejudicar a imunidade.

Estudos indicam que a suplementação com micronutrientes com importantes funções de suporte imunológico pode melhorar a função imune e reduzir o risco de infecções. Estes nutrientes incluem o zinco, o selênio, o magnésio, e as vitaminas C e D, que desempenham papéis vitais e geralmente sinérgicos em todas as fases da resposta imune.

O zinco desempenha um importante papel na manutenção da integridade das barreiras físicas e no desenvolvimento e função de células imunológicas. A suplementação com este mineral pode reduzir em até 54% a gravidade e duração de vários sintomas do resfriado, como tosse, congestão nasal, dor de garganta e dor muscular, além de estar associada a uma redução de 41% na prevalência de pneumonia em crianças. Além disso, o zinco tem uma importante atividade antiviral e é fundamental para a resposta imune quando o organismo é infectado por um vírus.

O selênio é fundamental para a função das células imunológicas e para as defesas antioxidantes do organismo. A deficiência deste mineral não apenas resulta no comprometimento do sistema imunológico, mas também em estresse oxidativo que pode alterar o genoma viral, de modo que um vírus de baixo potencial patogênico possa se tornar altamente virulento em um indivíduo deficiente.

O magnésio é fundamental para a ativação das células imunológicas e para a produção e função dos anticorpos, além de exercer um importante papel nas respostas imunes antivirais. A deficiência de magnésio resulta na menor resistência a infecções.

A vitamina C protege as células imunológicas contra o estresse oxidativo, além de estimular a proliferação destas células e a produção de anticorpos. Esta vitamina pode prevenir e tratar infecções respiratórias e sistêmicas, reduzindo a duração dos sintomas de gripes e resfriados. Foi visto que a suplementação de vitamina C no início dos sintomas do resfriado pode reduzir o tempo de confinamento em ambientes fechados, além de aliviar sintomas como febre, dor no peito e calafrios.

A vitamina D estimula a produção de proteínas antimicrobianas (defensinas) nas células de barreiras físicas, como as do trato respiratório, protegendo os pulmões de infecções. Estudos indicam que a suplementação de vitamina D tem efeito protetor contra as infecções respiratórias agudas em geral e aumenta a atividade antiviral das células pulmonares.

Considerando a importância vital dos nutrientes para os pilares da imunidade e para as respostas antivirais, faz-se necessário o consumo de quantidades adequadas destes micronutrientes, visando, assim, dar suporte ao sistema imunológico nesse período de alta exposição viral.


Referências
Gombert AF, Pierre A, Maggini S (2020). A Review of Micronutrients and the Immune System–Working in Harmony to Reduce the Risk of Infection. Nutrients. 12, 236:1-41.
Zhang L, Liu Y (2020). Potential interventions for novel coronavirus in China: A systematic review. J medical virology. 92(5):479-490.
Hemilä H, Chalker E (2015) The effectiveness of high dose zinc acetate lozenges on various common cold symptoms: a meta-analysis. BMC Fam Pract. 16:24.
Hemilä H, et al. (2016). Zinc acetate lozenges for treating the common cold: an individual patient data meta-analysis. Br J Clin Pharmacol. 82(5):1393-1398.
Lassi ZS, et al. (2016). Zinc supplementation for the prevention of pneumonia in children aged 2 months to 59 months. Cochrane Database Syst Rev. Issue 12.
Read SA, et al. (2019) The Role of Zinc in Antiviral Immunity. Advances in Nutrition. 10: 696-710.
Minton K (2013). Immunodeficiency: magnesium regulates antiviral immunity. Nat Rev Immunol. 13(8):548-9.
Ran L, et al. (2018). Extra Dose of Vitamin C Based on a Daily Supplementation Shortens the Common Cold: A Meta-Analysis of 9 Randomized Controlled Trials. Biomed Res Int. 1837634.
Martineau AR, et al. (2019). Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory infections: individual participant data meta-analysis. Health Technol Assess. 23(2):1-44.
Telcian AG, et al. (2017). Vitamin D increases the antiviral activity of bronchial epithelial cells in vitro. Antiviral Res. 137:93-101.

Materias relacionadas

imagem da noticia

Magnésio como adjuvante no tratamento da asma adulta e infantil

imagem da noticia

Magnésio na prevenção de cãibras durante a gestação

imagem da noticia

Novo espaço de palestras Kilyos