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De origem grega, as Olimpíadas tiveram sua primeira edição na Era Moderna, em Atenas, no ano de 1896, contando com apenas 12 nações, 280 participantes e 9 modalidades esportivas [1]. Desde então, realizados a cada 4 anos e divididos entre Olimpíadas de verão e inverno, os jogos olímpicos evoluíram em número e nível de performance esportiva [1].

Em sua 32ª edição, as Olímpiadas de verão Tóquio-2020 contaram com a participação de mais de 11 mil atletas, 204 países, 2 comitês olímpicos (compostos por atletas refugiados e russos) e 46 modalidades esportivas. Com os olhos do mundo voltados ao maior evento esportivo da humanidade, as atenções também recaíram sobre o tema do doping. Em especial neste ano de 2021, a Rússia sofreu punição após os escândalos de 2019, onde foi descoberto que o governo russo patrocinava um esquema coletivo de doping. A World Anti-Doping Agency (WADA) permitiu que os atletas russos não envolvidos pudessem participar dos jogos, com a condição de competirem sob representação do Comitê Olímpico Russo (ROC, em inglês), de maneira neutra, impedindo a participação sob representação da bandeira do seu país [2].

Mas o que seria o doping, afinal? Doping é a utilização de substâncias ou métodos capazes de aumentar artificialmente o desempenho esportivo, sejam eles potencialmente prejudiciais à saúde do atleta ou a de seus adversários, ou contrários ao espírito do jogo. Quando duas destas três condições estão presentes se estabelece o doping [3, 4]. Oficialmente, apenas em 1967, o Comitê Olímpico Internacional (COI) estabeleceu a realização dos controles antidopagem, bem como a punição daqueles atletas cujos exames resultassem positivos.

As rígidas regulamentações antidoping em torno dos Jogos Olímpicos servem como um lembrete para a suplementação esportiva segura, onde a contaminação e a adulteração continuam a ser preocupações notáveis ​​para suplementos alimentares. Em especial, os suplementos voltados para a nutrição esportiva, tanto para atletas como para o público em geral, uma vez que a presença de algumas destas substâncias podem ser prejudiciais à saúde [6]. Vale mencionar que, de acordo com dados da Australian Sports Anti-Doping Authority, cerca de 50% de todas as violações de doping relatadas estão relacionadas a suplementos alimentares [6].

De acordo com a definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), suplementos alimentares não são medicamentos, portanto, não tratam, previnem ou curam doenças. Eles são destinados a pessoas saudáveis, com a finalidade de fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação [7]. Os suplementos alimentares são compostos por fontes concentradas de determinados macro e micronutrientes como vitaminas, minerais, proteínas, fibras, ácidos graxos, entre outros [8].

No caso específico de atletas e praticantes assíduos de atividade física, o uso de suplementos é indicado para atender às maiores demandas energéticas e manter o estado nutricional ideal. Os suplementos alimentares também promovem a reposição de fluidos e eletrólitos e reduzem o tempo de recuperação entre as sessões de treinamento [6].

Como forma de garantir a segurança do consumidor, a ANVISA estabeleceu, através da RDC nº 243/2018, o seguinte disposto: “Art. 7° Não são permitidos na composição de suplementos alimentares: I - substâncias consideradas como doping pela Agência Mundial Antidopagem” [7]. Assim, é muito clara a importância da escolha da fonte utilizada nos suplementos alimentares, tanto para o consumidor final, quanto para a indústria.

Nesse sentido, a Kilyos Nutrition trabalha apenas com marcas mundialmente reconhecidas e que contam com certificações e selos de qualidade internacionais como: Kosher Parve, Halal, Genetically Modified Organisms free (GMO free) e Generally Recognized as Safe (GRAS). Além disso, as matérias-primas são aprovadas pelo European Food Safety Authority (EFSA), Food and Drug Administration (FDA), ANVISA e recomendadas pelo Codex alimentarius.

É recomendado ao consumidor que peça a orientação de um nutricionista e/ou médico antes de iniciar a suplementação e que, antes de adquirir suplementos alimentares, pesquise as marcas priorizando as que possuem selos de qualidade e aprovação das agências regulatórias [6]. Fuja de promessas milagrosas e de ação rápida, de alegações funcionais não autorizadas ou que prometem tratamento de doenças, que sejam comercializadas em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor [9].



Produzido por: Pietra Sacramento Prado, BSc e Renata Cavalcanti, PhD


Referências
1.    Rede do Esporte Governo Federal. 2021. 2.    Martins A. 2021; https://exame.com/casual/por-que-a-russia-foi-banida-da-olimpiada-2021-e-o-que-e-roc/. Accessed 17/08/2021. 3.    De Rose E.H., Aquino Neto F.R., Levy R.I. Niterói: Revista Brasileira de Medicina do Esporte. 2000;6(4). 4.    Castanho G.K.F., Fontes E.B., Fernandes P.T. Faculdade de Educação Física da UNICAMP. 2014;12(1):161-180. 5.    Silva J.C.L.d., Toledo A.C.V.d., Lamy M. Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário. 2021;10(1):56-75. 6.    Huber L., Komorowski J. 2021; https://www.naturalproductsinsider.com/sports-nutrition/olympic-games-bring-safe-supplementation-spotlight?utm_source=Bibblio&utm_campaign=Related. Accessed 17/08/2021. 7.    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC Nº 243, DE 26 DE JULHO DE 2018. Ministério da Saúde Brasil. Vol 2018. 8.    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ministério da Saúde. 2018;144(1):141. 9.    Faculdade de farmácia UFG.  http://www.farmacia.ufg.br/n/37935-anvisa-alerta-para-risco-de-consumo-de-suplemento-alimentar. Accessed 18/08/2021.


 

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