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O zinco é um mineral essencial que vem ganhando destaque crescente como um nutriente aliado à imunidade, em especial no cenário recente da pandemia de COVID-19. De fato, diversos estudos clínicos estão em andamento para avaliar a sua eficácia em pacientes infectados.

Não é à toa que o zinco é bem conhecido como um aliado da imunidade. Sabe-se que o organismo necessita de zinco para produzir e ativar os linfócitos T. A deficiência desse mineral deprime a função imunológica e, mesmo em graus leves a moderados, pode prejudicar as funções de diversas células imunes, como macrófagos, neutrófilos e células natural killer. Esses problemas na imunidade, que podem ser corrigidos pela suplementação de zinco, explicam por que o baixo nível do mineral tem sido associado ao aumento da suscetibilidade à pneumonia e outras infecções.

Zinco e infecções virais
Além de suas notáveis funções imunes, foi visto que o zinco tem uma importante ação antiviral. De fato, o aumento de seus níveis intracelulares prejudica a replicação em uma série de vírus de RNA, como é o caso do coronavírus.

Recentemente, um estudo observacional retrospectivo avaliou o efeito da suplementação de zinco em 932 pacientes hospitalizados com COVID-19 que receberam ou não o mineral. Os pacientes suplementados com zinco apresentaram maior quantidade de linfócitos, células imunes de grande importância para as respostas antivirais. Ainda, a suplementação de zinco pode ter sido associada a uma diminuição da taxa de mortalidade dos pacientes.

Além disso, há algum tempo, pesquisadores viram que o zinco pode reduzir a gravidade e a duração dos sintomas do resfriado, provavelmente por mecanismos que envolvem a inibição direta da ligação e da replicação do rinovírus na mucosa nasal e a supressão da inflamação.

Por exemplo, em um estudo clínico, 50 participantes foram suplementados com pastilhas de zinco ou placebo a cada 2-3 horas enquanto acordados, dentro de 24 horas após o início do resfriado comum. Em comparação com o placebo, o zinco reduziu significativamente a duração dos sintomas de resfriado, como tosse, secreção nasal e dores musculares.

Mais recentemente, uma revisão da Cochrane confirmou que o zinco é benéfico na redução da duração e severidade do resfriado comum em pessoas saudáveis, quando tomado dentro de 24 horas do início dos sintomas. A mesma conclusão foi obtida pelos autores de outra revisão publicada em 2004.  

Muito além da imunidade
A importância do zinco para o nosso organismo não se restringe à imunidade. Esse mineral está envolvido em vários aspectos do metabolismo celular e é necessário para a atividade catalítica de aproximadamente 100 enzimas no organismo, bem como desempenha um papel central na manutenção da integridade das barreiras físicas cutâneas, cicatrização de feridas, síntese de proteínas e DNA e divisão celular. O zinco também dá suporte ao crescimento e desenvolvimento normais durante a gestação, infância e adolescência e é necessário para o sentido adequado do paladar e do olfato.

Fontes na dieta, a deficiência e a suplementação de zinco
A ingestão diária adequada de zinco é necessária para manter seus níveis ótimos, uma vez que o nosso organismo não possui um sistema especializado de armazenamento desse micronutriente.

Apesar de pouco presente na nossa dieta, as ostras são uma boa fonte de zinco, contendo maior quantidade do mineral por porção do que qualquer outro alimento. No entanto, a carne vermelha e as aves fornecem a maior parte do mineral na dieta. Outras boas fontes alimentares de zinco incluem feijão, nozes, certos tipos de frutos do mar (como caranguejo e lagosta), grãos inteiros e laticínios.

Apesar do zinco estar presente em uma variedade de alimentos, foi visto que a ingestão do nutriente entre pessoas mais velhas pode ser marginal. Estudos indicam que 35-45% dos adultos com 60 anos ou mais tinham ingestão de zinco abaixo do necessário. Outros grupos populacionais específicos que apresentam maior risco de deficiência do mineral incluem: vegetarianos, gestantes, lactantes, bebês em amamentação exclusiva após os 6 meses, pessoas com doenças gastrointestinais ou doença falciforme e pessoas que consomem alta quantidade de bebidas alcoólicas.

Vale notar ainda que o fitato, um antinutriente presente em grandes quantidades em alimentos como grãos, pães integrais, cereais e legumes, se liga ao zinco e inibe sua absorção no organismo. Assim, a biodisponibilidade de zinco na dieta é comprometida pela presença desse antinutriente. Para solucionar esse problema, a Albion™ desenvolveu compostos minerais de alta biodisponibilidade, que não interagem com antinutrientes da dieta e sem efeitos colaterais: os Minerais Aminoácidos Quelatos.

A Albion™ é líder mundial em nutrição de Minerais Aminoácidos Quelatos para inclusão em produtos de nutrição humana de primeira linha. Na Albion, a ciência e a tecnologia patenteada foram combinadas para criar o zinco bisglicinato quelato Albion, uma molécula orgânica de zinco em uma forma que o corpo pode assimilar facilmente.

Considerações finais
Em suma, o zinco é um nutriente essencial com importante função na imunidade e nas respostas antivirais do nosso organismo, tendo por esse motivo um papel de destaque durante a pandemia de COVID-19. Mais informações sobre a função do zinco para a imunidade e seu potencial terapêutico na COVID-19 estão disponíveis no estudo recente publicado pelo time de Scientific & Medical Affairs da Kilyos Nutrition aqui.  
 



Produzido por: Andrea Rodrigues Vasconcelos, PhD
 

Referências
Name JJ, Souza ACR, Vasconcelos AR, Prado PS, Pereira CPM (2020). Zinc, Vitamin D and Vitamin C: Perspectives for COVID-19 With a Focus on Physical Tissue Barrier Integrity. Frontiers in Nutrition, 7, 295. Disponível em: < https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnut.2020.606398/full > Acesso em: 10 de janeiro de 2021.
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